A Grande Saga de One Piece

Yo! Claro que você já ouviu falar da história do pirata que estica. Hoje, One Piece já é o mangá absoluto em números, décadas reinando absoluto, viu outros grandes mangás virem e irem. Não existe quem nunca ouviu falar.
A história começou em 22 de julho de 1997, nas páginas da Weekly Shonen Jump. Ela é mais antiga que o Google, que foi fundado em setembro de 1998. Apenas 3 anos depois de iniciar, a série engrenaria um sucesso avassalador, resistente e definitivo, se firmando como um dos maiores títulos da revista.
A receita era uma mistura fina. Trama quente, emocionante, regada à tragédias e catarse. Doses cavalares de ação e comédia. Lutas incríveis e criativas. Universo rico e instigante. Tudo isso tocado por um autor obstinado, motivado e muito competente. Em seus 29 anos, a série quase não teve pausas, mantendo capítulos novos quase todas as semanas. Isso rendeu 1150 capítulos até o momento em que eu escrevo este texto.

A estimativa de páginas que Eiichiro Oda desenhou até hoje apenas para One Piece é de 24 mil páginas. Se desmontarmos todos os tankohons e colocarmos todas as páginas lado a lado, teríamos 4,2 quilômetros, mais do que a altura do Monte Fuji.

Para se ter uma ideia, temos um caso peculiar que ilustra o tamanho desta loucura. Em 2022, a editora francesa JBE Books encomendou ao artista Ilan Manouach uma edição chamada apenas de “ONE PIECE”. A edição continha todas as páginas da série até o volume 102 em um único monolito de lombada única, quase um metro de largura e mais de 17 quilos. 21.450 páginas, um dos livros mais longos e impossíveis de ler da história.
Estamos falando de uma das maiores sagas dos quadrinhos mundiais. E ler ela completamente levaria muito tempo. Já é lugar comum dizer que não é possível começar a ler One Piece hoje.
Quanto tempo levaria? Se você ler uma página por minuto, seriam 16 dias ininterruptos para terminar. Claro, sem comer, dormir ou ir ao banheiro, mas posso afirmar: Seriam duas semanas intensas e muito divertidas.
Você pode ler mais devagar e manter sua saúde em dia. Levando em conta que a média de leitura de um capítulo qualquer da Shonen Jump é de 5 minutos, tempo que a revista estima pensando nos intervalos de estações dos trens da linha Yamanote, de Tokyo, você pode ler uma hora por dia e levaria 3 meses para alcançar as edições mais recentes. Uma atividade saudável e que pode ser facilmente extraída de uma hora de redes sociais.
É mais fácil pegar a história em vídeo, né. Os 1175 episódios do anime, no mesmo nível casual de uma hora por dia, cortando abertura, encerramento e recapitulação, te tomariam 391 dias, mais de um ano para chegar na saga de Elbaph.
Existe o hack do anime. Grupos de fãs reeditaram a série para conter apenas a experiência pura do mangá. Nada de fillers, menos de 40% de tempo total de exibição. No mesmo ritmo de uma hora por dia, você leva cerca de 210 dias. Ainda é mais rápido no mangá. E, cá entre nós, muito mais prazeiroso.
Mas se você só quer entrar no assunto ou já leu a série toda uma vez e quer relembrar, este é o seu momento. Não é um guia, nem um resumo. É o mapa sentimental da saga de One Piece. Vamos descer do carro e caminhar pelas aventuras do Bando do Chapéu de Palha.

Vivendo ONE PIECE
Parte 1 – East Blue
Acho que não é erro dizer que esta é a abertura mais impressionante de um mangá. Uma página, apenas uma, que resume um cenário complexo e cria uma enorme expectativa. O anime resumiu perfeitamente no começo da primeira abertura, com o som da percussão de fundo enquanto a música entra em um crescente.
Um grande pirata, que conquistou tudo o que poderia querer e até mais do que jamais sonhou. Capturado e usado para demonstrar o poder do Governo, ele continua pleno e sorridente. Aceitando seu destino, ele transforma o mundo apenas com sua convicção e um punhado de palavras.
O meu tesouro? Se você quiser eu te dou! Vá procurar! Eu escondi em algum lugar desses mares!
Não há desfecho. Não há muita explicação. Sabemos pouco e já entendemos muito sobre esse mundo e sobre o que vamos ver em One Piece antes mesmo de a história começar.
Conhecemos Luffy, um ousado garoto que brilha os olhos com o cheiro da aventura. Ele ficou amigo de um grupo de piratas que ficou por mais ou menos um ano em sua pacata ilha, distante de tudo. O capitão deste bando, Shanks, desencoraja Luffy, mas sua impulsividade é maior que sua racionalidade. Ele come a Akuma no Mi, a Fruta do Diabo, que carrega a benção de um poder super-humano e a maldição de perder todas as forças com a água do mar. Luffy se torna um homem-borracha, e se corpo adquire propriedades elásticas. Em um ato de imprudência, ele se joga ao mar e quase é devorado por uma besta marinha. Shanks o salva, mas o custo é seu braço esquerdo.

Ao se despedir de seu herói, Luffy recebe o chapéu de palha que o marcará em sua aventura, junto de uma promessa. Quando estiver pronto, Shanks estará o esperando para ele devolver o chapéu.
Anos depois, Luffy parte para sua aventura. Em seu coração, somente uma certeza. Ele será o rei dos piratas! Nada abaixo disso. E ele não é mais uma criança desprotegida. Para provar, Luffy derruba a besta marinha que o atacou anos antes, derrotando-o com um soco.
Essa primeira história de One Piece escancara o desejo de criar de Oda e sua potência ao criar dramas intensos. A história tem obviamente dois pontos muito intensos, que levou Oda a decidir qual dos dois seria mais importante para a narrativa. O sacrifício de Shanks e o amadurecimento da criança que se torna Luffy, o protagonista. E sabemos que aqui, Oda “matou um bebê”. Ele escolheu o desenvolvimento do protagonista em detrimento a uma cena que ele realmente despejou amor. A página dupla ficou para o soco de Luffy na besta marinha.
Em seu caminho, ele conhece o demônio aprisionado Roronoa Zoro, um grande espachim que caça piratas. Amarrado e sem movimentos, Zoro recebe a visita de uma garota da região, que leva onigiri para ele comer. Os soldados da Marinha jogam os bolinhos no chão e pisam, mas Zoro ainda assim pede para não desperdiçar a comida e come o arroz com areia e lama de botas.

O Japão é um país com um grande histórico de fome. A comida foi sempre bem escassa e depois da Segunda Guerra Mundial, um grão de arroz não poderia ser desperdiçado. Talvez hoje isso não seja mais lembrado, mas por muito tempo, nos mangás era claro. Quem desperdiça comida é vilão. Nós, brasileiros, vivemos em um país que nunca deixou de conviver com a fome. O desperdício deveria ser nosso vilão também.
Dentre os arcos iniciais, talvez a história de Zoro seja a menos lembrada. Ainda assim, ele é um dos personagens mais populares da série desde o início. Ser um excêntrico espadachim de três espadas ajuda. Mas a fibra de um homem que vê a gentileza de uma criança e escolhe não desperdiçar nem o arroz dos bolinhos e nem o sentimento da menina é uma trama muito forte para o espírito japonês.
Em seguida, a dupla conhece a ladra Nami, que só pensa em dinheiro e não tem interesse em fazer amizade com ninguém. Aqui eles ainda conhecem Buggy, o Palhaço, que foi parte da tripulação de Gold Roger, o rei dos piratas do começo da história. Ele ainda tem o poder de uma Akuma no Mi, que o torna imune a cortes, podendo controlar ainda as partes cortadas de seu corpo. Eles enfrentam Buggy e o derrotam, selando partes de seu corpo.
Chegando à Vila Syrup, o trio conhece Usopp, conhecido nas redondezas como um grande mentiroso que apenas as crianças dão atenção. Sua alegria é poder fazer Kaya sorrir. Kaya é a herdeira de um empresário local, mas sofre com uma doença que a deixa fraca a maior parte do tempo. Usopp conta mentiras de grandes aventuras e histórias fantásticas que são o ponto alto dos dias de Kaya. Porém, quando o pirata Capitão Kuro se revela após anos infiltrado na casa de Kaya, Usopp não consegue a ajuda de ninguém, e Kuro está prestes a matar a garota. Luffy ajuda Usopp e o maior mentiroso da vila decide ir ao mar realizar seu sonho de seguir os passos do pai, um grande pirata.
As duas histórias aqui, de Buggy e Usopp, além de outras que permeiam a Saga de East Blue, mesmo que tenham um peso para a trama central, servem mais para exemplificar o talento de Oda em misturar drama, comédia e boas lutas, tudo levantado por personagens fortes e únicos, muitas vezes beirando o ridículo, mas que com poucas linhas de texto, ganham vida e carisma. Todas poderiam ser histórias separadas, únicas, com um grande potencial, quase como se Oda mostrasse que poderia passar anos fazendo One-Shots de alto nível para a Jump.
A partir daqui, o grupo passa a navegar em Going Merry, um navio da empresa de Kaya, que será não apenas o veículo de todos, mas um companheiro de viagem inestimável.
Com fome, o grupo decide parar no restaurante flutuante Baratie, comandado pelo ex-pirata Zeff, o Pé Vermelho. Conhecemos Sanji, um jovem cozinheiro galanteador. Luffy o quer como cozinheiro de sua tripulação, mas sua obrigação com Zeff o impede.
Particularmente, conheci One Piece exatamente aqui. Eu havia me mudado para o Japão em 2000 e pela primeira vez, assistia um anime que passava na TV aleatoriamente.

Para mim, o tom de One Piece era novo. Eu já havia lido muitos quadrinhos. Tive a sorte de viver em um ambiente em que até mangás eu tinha em abundância, devido à origem da minha família. Ainda assim, eu não li nada como isso antes. Bateu forte em um único episódio, que me fez comprar o mangá.
Um pirata invade o Baratie completamente destruído. Morto de fome, o pirata Gin exige comer e é escorraçado pelo time de cozinha. Sanji então estende um prato de restos, que ele preparou na surdina. Na infância, Sanji ficou preso em uma rocha no mar violento, passando tanta fome que quase o levou a matar o chef Zeff. Depois disso, uma das coisas que mais mexem com ele é ver um estômago vazio. Não importa quem seja, ele nunca deixará alguém faminto.
Seguindo Gin, o bando de Don Krieg invade o restaurante e é alimentado por Sanji. Ingratos, eles decidem roubar o navio, pois o deles está aos pedaços. E o responsável por toda a destruição ainda está em seu encalço.
Mesmo que o foco fosse em Sanji, a trama tratou de dar destaque aos outros personagens, característica forte da série. Zoro encontra seu ídolo, Dracule Mihawk, o maior espadachim do mundo, tão poderoso e tão habilidoso que enfrentou Zoro com uma faca contra suas três espadas.
A vergonha de um espadachin é ter um corte nas costas. Ser abatido fugindo de uma batalha é a pior coisa que ele poderia fazer. Mesmo sem recursos, Zoro decide abrir seu peito para a derrota iminente. Caído, ele faz uma promessa para Luffy. Esta foi sua última derrota. Ele nunca mais vai perder, e para isso, ele vai ser o mais forte de todos.
Don Krieg é derrotado por Luffy e Zeff incentiva Sanji a seguir com Luffy e ter a chance de conhecer os ingredientes do mar de All Blue, seu sonho de infância.
Enquanto a baderna reina no Baratie, Nami rouba Merry. Ela segue para o Arlong Park. Na verdade, a ilha é lar de Nami, invadida pelos homens-peixe de Arlong, que odeiam humanos. Na infância Nami viu Arlong dominar com sua força e crueldade, matando inclusive sua mãe adotiva, Bellmer. Impotência é o que resume esta trama. As habilidades com mapas de Nami a manteve viva, mas ela se tornou uma escrava de Arlong, desenhando seus mapas.

Com o tempo, Arlong sugeriu que poderia devolver a ilha para os moradores se Nami pagasse uma fortuna para ele. Depois de anos roubando piratas para juntar esse dinheiro, finalmente chegou a hora de salvar a todos.
Aqui vem uma das cenas mais fortes e importantes, que praticamente definiu como seria One Piece daqui pra frente.
Nami vai buscar o dinheiro escondido, mas é surpreendido por soldados da Marinha. Eles sabem exatamente onde está o dinheiro e levam tudo, desesperando Nami. Arlong negociou com eles, interrompendo qualquer chance e matando as esperanças que Nami nutriu sozinha, em silêncio.
Indo tirar satisfação, Nami é lembrada de sua posição. Ela é apenas uma navegadora e cartógrafa muito boa. Nada além disso. Os homens-peixe riem da ingenuidade da menina, que mesmo explodindo de raiva, não pode fazer nada. Sua insignificância dói e não poder fazer nada enche seus olhos de lágrimas grossas, cheias de ódio.

Luffy a encontra. A ladra, que levou o navio deles. Todos os motivos que ele poderia ter para tornar a dor dela ainda mais profunda ele tinha. Porém, completamente desarmada, Nami pede ajuda.
Ele entrega o chapéu, o único objeto que ele considera importante, e parte com seus companheiros para derrotar Arlong e os homens-peixe. Não há dúvidas, não precisa sequer dizer o motivo. Sua amiga, sua companheira de bordo, está em prantos. O responsável por sua dor vai ter o que merece.
É aqui que vemos provavelmente a primeira grande batalha de One Piece. Até a saga de Arlong, One Piece havia mostrado grandes embates, mas todos eles ainda tinham um clima mais ameno. Luffy e os outros entravam para ajudar no problema dos outros e o pirata que estica ainda podia lutar sorrindo. Pela primeira vez, vemos uma luta realmente conectada diretamente ao núcleo principal estabelecido. Apresentar Nami e guardar sua história de origem foi uma forma brilhante de dar peso para uma das tramas mais pesadas entre a primeira formação do bando de Luffy. Não bastasse isso, era a primeira vez que eles enfrentavam vilões realmente poderosos.

Durante as batalhas, temos destaque para todos os personagens. Mas a trama de Usopp brilha. Covarde e mentiroso, ele é o único entre os heróis que não tem alguma grande habilidade ou força sobre humana. Ele tem medo e age de acordo com seu instinto de sobrevivência, se fingindo de morto. Sua luta começa de dentro, contra tudo o que sua razão diz. Somente então ele pode descobrir que tem seus meios para lutar.
Durante sua luta com Arlong, Luffy destrói as paredes do castelo. Em uma sala, ele encontra os mapas de Nami, junto de uma pena cheia de sangue. Anos forçada a desenhar rolos e mais rolos, até as bolhas virarem ferida e o vermelho se misturar com a tinta. A raiva de Luffy sobe às alturas junto de seu pé, que desce como um machado, cortando os alicerces de Arlong Park e derrotando o homem-peixe.
Com o fim da trama de Nami, ela recebe a benção de seu povo e parte junto do bando do Chapéu de Palha, fechando a equipe inicial. Aqui, Luffy recebe seu primeiro cartaz de recompensa. 30 milhoes de belly. Usopp acha que é o seu cartaz, já que ele aparece na foto, ao fundo, no cantinho. Coincidência ou não, quando Usopp passar a ser procurado pela Marinha, seu cartaz terá o mesmo valor.
Logue Town é a última parada antes de seguirem para o mar das maiores aventuras – o Grand Line. Enquanto faziam um bizarro turismo de pirata, conhecendo onde Gold Roger morreu, eles são atacados por Buggy que quase executa Luffy no mesmo palco de Roger. Luffy sorri e aceita esse destino terrível, mas é salvo de última hora.
Neste arco, somos apresentados ao Capitão Smoker da Marinha, o portador dos poderes da Akuma no Mi de fumaça. Quem o salva é Monkey D. Dragon. Ainda na mesma trama, conhecemos a espadachim Tashigi, míope e desastrada, mas extremamente poderosa, ela lembra uma antiga amiga de Zoro. Ele encontra sua primeira espada lendária aqui a Sandai Kitetsu. Uma espada amaldiçoada, ele a resgatou de um barril de desconto de uma loja de armas. Ao ouvir a história, Zoro apenas arremessa a espada para cima e estica o braço. A lâmina desliza dobre seu membro, caindo no chão sem causar nem um arranhão.
Avançando rumo à entrada do próximo mar, eles sobem a Reverse Mountain. Nessa hora, eles erguem seu pé sobre um barril e gritam seus sonhos, prometendo que a aventura vai começar pra valer.
One Piece chegou em um momento peculiar para os mangás e principalmente para a Shonen Jump. Depois de um período de alta, conhecido como a Era de Ouro, a revista amargava queda atrás de queda nas vendas. Perdeu seus dois medalhões quase que simultaneamente. Slam Dunk e Dragon Ball se foram, levando com eles os muitos leitores que adoravam o clima clandestino e cheio de marra da história de sucesso e fracassos de um pequeno time de basquete ou as épicas batalhas de alienígenas lutadores de arte marcial.
Mesmo que outros mangás segurassem a bola, nada parecia ser um sucesso estrondoso. Por isso, quando o famoso ex-editor de Dragon Ball Kazuhiko Torishima voltou para a revista para ajudar ela a se reerguer, ele criticou muito as tentativas de Eiichiro Oda de criar uma série. Mesmo que o talento fosse indiscutível, o editor via nele um autor difícil e que carregava demais no peso de uma trama que deveria ser mais leve de ler.
Mas quando One Piece saiu, já reformulada, demorou pouco tempo para as pessoas notarem a obra. One Piece foi um sucesso quase automático. Era uma obra fácil de ler, com quadros grandes, cenas limpas e pouco diálogo, mas muito afiados.
A história tinha algo que a Jump realmente precisava. Ela era uma junção dos marginais carismáticos de Slam Dunk com a vitalidade e alma shonen de Dragon Ball, como se a Era de Ouro voltasse em um único mangá, que ainda era sobre piratas, o tema que sempre representou a bandeira da Shonen Jump.
A série fazia uma ponte rara entre duas vertentes quase opostas. De um lado, o sangue efervescente do Gekigá de Ikki Kajiwara, do outro, a aventura energética e criativa do mangá clássico de Osamu Tezuka. Mas mais do que isso, a inventividade de Oda estava num ponto em que ninguém poderia ignorar. E ele aliava essa característica com uma sede de produzir. One Piece parecia espremer o cérebro do autor, escorrer de suas orelhas, percorrendo seus braços para alimentar as penas, como uma conexão direta criatividade-papel.
Não por menos, o anime tomou o horário de ouro, aquele espaço que havia sido de Dragon Ball. Nele, Oda fez questão de exigir seus dubladores favoritos. Temos a voz de Kuririn em Luffy, a de Char Aznable em Shanks, a de Ranma Saotome em Usopp… Havia um amor do autor pelo anime, coisa rara. Os autores muitas vezes torcem o nariz para as adaptações, alguns até acabam brigando.
No ponto onde paramos a história, quem diria que One Piece se tornaria o sucesso absoluto e inquestionável que é? Mesmo com muito potencial, One Piece ainda estava mostrando a que veio, competindo com Hunter x Hunter o posto de maior mangá da revista.
Mas na próxima parte, vamos falar da saga que colocou One Piece no primeiro lugar: Alabasta!
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