LaLa comemora 50 anos com gachapon de mangás em miniatura

Estreando a coluna Gacha da Semana, vamos mergulhar no mundo dos mini mangás!

Quem gosta de mangás e de gachapon provavelmente já se acostumou a encontrar de tudo dentro das famosas máquinas de cápsulas japonesas: miniaturas de comidas, personagens, objetos do cotidiano e até reproduções de produtos reais. Mas uma das novidades lançadas recentemente no Japão conseguiu unir as duas coisas de uma forma particularmente charmosa: mangás em miniatura que podem ser realmente folheados.

Como parte das comemorações pelos 50 anos da revista LaLa, da editora Hakusensha, a Bandai lançou em setembro de 2026 a coleção Mame Gashapon “LaLa Comics” (豆ガシャ本「LaLaコミックス」). Cada tentativa custa 500 ienes, e existem seis modelos diferentes, todos reproduzindo o primeiro volume de algumas das séries mais conhecidas que passaram pela revista.

A seleção atravessa diferentes gerações da LaLa: CIPHER, de Minako Narita; Kare Kano — As Razões Dele, os Motivos Dela (Kareshi Kanojo no Jijou), de Masami Tsuda; Ouran High School Host Club, de Bisco Hatori; Vampire Knight, de Matsuri Hino; Natsume Yuujinchou, de Yuki Midorikawa; e Kaichou wa Maid-sama!, de Hiro Fujiwara.

É necessário preparar a capa do manga ao retira-lo da cápsula

Para quem não está familiarizado com o sistema, a graça (e às vezes a frustração) do gachapon está justamente no fator surpresa. Você coloca o valor indicado na máquina, gira a alavanca e recebe uma cápsula aleatória, sem poder escolher diretamente qual dos modelos da coleção vai sair.

Neste caso, porém, o que chama atenção é o trabalho colocado dentro de algo tão pequeno.

À primeira vista, os Mame Gashapon parecem apenas reproduções minúsculas dos tankobon originais. As capas, lombadas e contracapas já são bastante detalhadas, fazendo com que o resultado pareça realmente uma edição reduzida do mangá — e não apenas um chaveiro ou uma peça de plástico inspirada nele.

Mas a melhor parte aparece quando o livro é aberto.

Os pequenos volumes possuem páginas de verdade, com quadros, balões, ilustrações e a diagramação do mangá impressos em tamanho minúsculo. Obviamente, não é exatamente a maneira mais confortável de reler uma série inteira, mas o nível de reprodução surpreende. É possível folhear o mini mangá página por página e reconhecer cenas e personagens, o que transforma o item em algo muito mais interessante do que uma simples miniatura decorativa.

É justamente esse excesso de cuidado que torna a coleção tão divertida. Segurar um mangá que cabe literalmente na palma da mão (e descobrir que seu interior também foi reproduzido) dá a sensação de estar diante de uma versão em miniatura de um objeto real, algo que os gachapon japoneses sabem fazer particularmente bem.

Mini mangá comparado ao mangá original
A parte interna também é perfeitamente precisa

A escolha das seis obras também funciona como uma pequena viagem pela história da LaLa. Há títulos de diferentes épocas, de CIPHER a sucessos dos anos 2000 como Ouran High School Host Club, Vampire Knight, Maid-sama! e Natsume Yuujinchou, reunidos em uma coleção que acaba funcionando tanto para fãs de cada obra quanto para leitores que acompanharam a revista ao longo de diferentes gerações.

No meu caso, consegui as mini versões de mangás que lia na adolescência

50 anos de LaLa

A coleção não surgiu por acaso. A LaLa foi fundada em julho de 1976 pela Hakusensha e completou 50 anos em julho de 2026. Desde sua criação, a revista, originalmente apresentada como uma “beautiful manga magazine”, tornou-se casa de inúmeras obras marcantes do shoujo manga e deu origem a séries que posteriormente ganharam adaptações para anime, cinema, televisão e teatro.

Primeira edição da Lala, da exposição de 50 anos da revista

Para celebrar meio século de história, a Hakusensha preparou uma série de projetos especiais ao longo de 2026, incluindo exposições de artes originais, publicações comemorativas e edições da revista com Anniversary Books, reunindo ilustrações e mensagens de dezenas de autores que fizeram parte da história da LaLa.

E uma das ações mais curiosas tomou conta justamente de Shinjuku, em Tokyo.

Entre os dias 20 e 26 de julho, o Metro Promenade da estação de Shinjuku, na linha Marunouchi do Tokyo Metro, recebeu uma instalação formada por mangás gigantes que podiam ser folheados pelos visitantes. No total, a campanha reuniu referências a 34 obras da revista, enquanto três títulos ganharam versões gigantes especialmente chamativas: CIPHER, Ouran High School Host Club e Natsume Yuujinchou.

Mangás gigantes em Shinjuku!

A ideia era bastante apropriada para uma revista de mangá: em vez de simplesmente exibir pôsteres comemorativos, a LaLa transformou páginas e volumes em objetos físicos, convidando o público literalmente a tocar e folhear parte de sua história.

De certa forma, os pequenos mangás do gachapon fazem exatamente o contrário: reduzem essas mesmas histórias até que caibam entre os dedos.

Entre mangás gigantes em uma das estações mais movimentadas de Tokyo e volumes tão pequenos que saem de dentro de uma cápsula, a comemoração dos 50 anos da LaLa encontrou uma maneira bastante japonesa de brincar com o próprio formato do mangá.

E, para os colecionadores, fica um novo problema: resistir à vontade de continuar girando a máquina até conseguir os seis (e quem não conseguir, corre pro Mercari, como eu 🫣)

Quer saber mais sobre os gachas na moda aqui no Japão? Continue atento aqui na coluna Gacha da Semana do Laughtale!

Fontes:

Site oficial da Gachapon

PR Times

Hakusensha

Dengeki Hobby

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